As 10 mudanças que Eduardo Baptista prepara no Inter em relação a Pezzolano
Novo treinador mantém a linha de três, mas prepara alterações na defesa, no meio-campo e no ataque para tentar reagir no Brasileirão. O torcedor do Intern...
Novo treinador mantém a linha de três, mas prepara alterações na defesa, no meio-campo e no ataque para tentar reagir no Brasileirão.
O torcedor do Internacional verá um time diferente nesta quarta-feira (7), contra o Corinthians, às 19h30, no Beira-Rio. Depois de 14 dias de preparação durante a pausa para a Data Fifa, Eduardo Baptista fará sua estreia no comando do Colorado e prepara pelo menos dez mudanças em relação ao que vinha sendo aplicado por Paulo Pezzolano. O sistema com três zagueiros será mantido, mas a organização, as funções dos jogadores e a própria hierarquia do elenco serão diferentes.
A primeira mudança está justamente na defesa. Eduardo Baptista pretende manter os três zagueiros, mas não quer que a equipe passe tanto tempo transformada em uma linha de cinco como acontecia com Pezzolano. Os alas terão mais liberdade para permanecer adiantados e participar da construção ofensiva. Nesse cenário, Juninho ganhou pontos durante os treinamentos e passou a disputar espaço com Maripán, que era titular absoluto com o antigo treinador.
Mais liberdade pelos lados
É nesse novo desenho que aparece a segunda mudança importante: a ascensão de Braian Aguirre. O argentino ganhou força durante os treinamentos e deve começar como ala-direito. Eduardo vê no jogador características ofensivas importantes para atacar o corredor, chegar à linha de fundo e colocar bolas na área. A função será bem diferente daquela de um lateral preocupado prioritariamente com a recomposição, já que Aguirre terá liberdade para avançar e participar diretamente da construção das jogadas.
Do outro lado, Bernabei também terá uma função diferente. Com Pezzolano, o argentino vinha sendo utilizado mais adiantado, muitas vezes como meia-atacante ou praticamente como ponta pela esquerda. Eduardo Baptista pretende devolver ao jogador a função de ala, aproveitando sua velocidade e capacidade de atacar espaços. A ideia é que Bernabei tenha campo para avançar e chegar à linha de fundo, enquanto Juninho e Thiago Maia serão importantes para fazer a cobertura das suas subidas.
Thiago Maia, aliás, representa outra mudança significativa. Reserva durante boa parte do trabalho de Pezzolano, o volante subiu na hierarquia com Eduardo e deve ganhar uma vaga entre os titulares. Mais do que simplesmente entrar no time, ele terá uma função diferente, atuando mais adiantado e participando da construção e da aproximação aos jogadores ofensivos. Villagra tende a permanecer como o homem de maior equilíbrio, enquanto Thiago Maia terá mais liberdade para avançar.
Alan Patrick e Vitinho terão novas funções
Alan Patrick também será beneficiado por uma mudança de entendimento sobre sua função. Com Pezzolano, o camisa 10 chegou a atuar como o jogador mais avançado da equipe, quase como um falso 9. Eduardo Baptista pretende devolver ao meia uma função mais próxima de sua característica de origem, como armador.
Vitinho será outro jogador com uma transformação importante. O atacante vinha sendo utilizado por Pezzolano como ala-direita e, em muitos momentos, precisava recuar para formar praticamente uma linha de cinco. Com Eduardo, a tendência é que fique mais próximo do gol e de Alerrandro.
Essa mudança também está diretamente ligada ao retorno da figura do centroavante clássico. Com a lesão de Sanabria, Alerrandro ganhou a oportunidade de assumir a titularidade e será a referência ofensiva do novo Inter. Eduardo Baptista quer contar com um camisa 9 de ofício, capaz de brigar com os zagueiros, atacar espaços e dar uma referência para os jogadores que chegam de trás.
Mais jogadores no ataque e nova hierarquia
A oitava mudança está relacionada ao comportamento coletivo. Eduardo quer colocar mais jogadores dentro da área quando o Inter estiver atacando, aumentando o número de opções para cruzamentos, passes e segundas bolas. A ideia é fazer com que o centroavante não fique isolado e que Alan Patrick, Vitinho, os alas e os meio-campistas participem mais das jogadas de finalização.
A troca de treinador também provoca uma nova hierarquia nas substituições. Jogadores que eram utilizados com frequência por Pezzolano no segundo tempo não necessariamente terão o mesmo espaço agora. João Bezerra, de 17 anos, aparece como uma das alternativas que podem ganhar minutos, especialmente pela necessidade de ter opções para a função de centroavante e pela ausência de Sanabria.
Carbonero, por sua vez, terá uma mudança de status. Titular com Pezzolano e utilizado mais perto do gol, o colombiano deve começar no banco com Eduardo Baptista. A ideia é transformar sua velocidade em uma arma para o segundo tempo, principalmente quando os adversários estiverem mais desgastados.
Um Inter diferente, mas com a mesma base
As dez mudanças mostram que Eduardo Baptista não pretende simplesmente abandonar tudo o que foi feito por Pezzolano. A linha de três permanece como base, mas o comportamento será diferente. Aguirre e Bernabei terão mais liberdade pelos lados, Thiago Maia sobe na hierarquia, Alan Patrick volta a uma função de armação, Vitinho fica mais perto do gol, Alerrandro passa a ser a referência e Carbonero ganha uma nova missão como opção para mudar o jogo.
O provável time para enfrentar o Corinthians tem Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado e Juninho (Maripán); Braian Aguirre, Villagra, Thiago Maia, Alan Patrick e Bernabei; Vitinho e Alerrandro. Mais do que uma nova escalação, Eduardo Baptista apresentará uma nova ideia de jogo.
Fonte da Reprodução:
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