Análise: Renê deveria ter sido expulso, e Barcellos diz que o Inter foi “assaltado”
Presidente do Inter reclamou da não expulsão do lateral do Fluminense em dois lances após derrota para o Fluminense, no Maracanã. O presidente do Internaci...
Presidente do Inter reclamou da não expulsão do lateral do Fluminense em dois lances após derrota para o Fluminense, no Maracanã.
O presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, subiu o tom contra a arbitragem depois da derrota por 2 a 1 para o Fluminense, na noite desta quarta-feira (28), no Maracanã. “Sensação é de que nós fomos assaltados aqui hoje”, disse o dirigente, e, na análise do Bolavip, a principal reclamação tem base: Renê deveria ter sido expulso.
Irritado, Barcellos concedeu entrevista em nome do clube e, antes de abrir para perguntas, fez um forte pronunciamento sobre a arbitragem do jogo e de outros recentes. A principal queixa foi a não expulsão do lateral-esquerdo Renê, do Fluminense, em dois momentos distintos do segundo tempo.
Renê deveria ter sido expulso em dois lances, segundo Barcellos e a análise do Bolavip
No primeiro lance, o lance a lance registra cartão amarelo para Renê aos 25 minutos do segundo tempo, por entrada perigosa em Ronaldo, na lateral direita. Para Barcellos, a falta era de cartão vermelho, e ele disse que um atleta do Inter “quase teve a perna quebrada” sem que o VAR chamasse. Na análise do Bolavip, a entrada merecia a expulsão direta.
O segundo lance é o puxão de camisa, que, segundo Barcellos, “desde que eu nasci é amarelo”. Como Renê já tinha o primeiro cartão, o segundo amarelo significaria a expulsão, e o lateral não foi punido. O lance a lance registra uma falta de Renê em Bruno Gomes, no campo de ataque do Inter, depois dos 29 minutos, sem cartão.
Barcellos lembrou ainda que a primeira substituição do Fluminense depois do lance foi a saída de Renê, o que, para o dirigente, indica que a própria comissão técnica via o risco de expulsão. O Inter vinha melhor no jogo: até os 29 minutos do segundo tempo, tinha finalizado sete vezes, contra três do adversário.
Com um jogador a menos, o Fluminense teria enfrentado um Inter que já era melhor no segundo tempo
Na análise do Bolavip, o efeito da expulsão seria decisivo. Se Renê tivesse saído no primeiro lance, aos 25 minutos do segundo tempo, o Fluminense teria jogado com dez homens quando Hércules empatou, aos 33, e quando Lucho Acosta fez o gol da vitória, no último lance, contra um Inter que tinha aberto o placar e criava as melhores chances.
Barcellos também reclamou de um possível pênalti em Ronaldo, que, segundo ele, foi “puxado dentro da área” no primeiro tempo. De acordo com o presidente, o Fluminense bateu a falta rápido, e o árbitro deixou o jogo seguir, para que não desse tempo de o VAR analisar o lance, em uma segunda reclamação que se soma às expulsões não marcadas.
Barcellos cita outros jogos e cobra os melhores árbitros na reta final
O presidente lembrou que o Inter enviou a muitas pessoas dois lances: o gol anulado contra o Corinthians, no ano passado, por um jogador supostamente impedido, e um gol idêntico que o time sofreu diante do Mirassol, na derrota por 2 a 0 de 16 de outubro. “Saímos de um 8 para o 80”, afirmou.
Sobre o jogo contra o Botafogo, vencido por 3 a 0, Barcellos disse que o árbitro apitou durante um gol do Inter e pediu desculpas em campo. O presidente também criticou o árbitro de vídeo, Heber Roberto Lopes, a quem atribuiu a falta de chamada do VAR no lance em que um atleta do Inter quase teve a perna quebrada.
“Estamos na reta final e precisamos dos melhores árbitros. Não adianta baixar o tom e tentar construir relação de parceria no futebol brasileiro se a arbitragem só piora”, disse Barcellos, que pediu desculpas pelo desabafo e afirmou que aquele era “o tom do nosso vestiário” depois da derrota.
O Inter volta ao Beira-Rio na terça-feira (3) com o Z-4 de novo no radar
O Inter segue no 16º lugar, com 35 pontos, mas pode voltar à zona de rebaixamento no decorrer da rodada, com os jogos de Grêmio e Corinthians. O próximo compromisso é na terça-feira (3), em casa, diante do Coritiba, e a eleição presidencial que definirá o sucessor de Barcellos acontece em 9 de novembro.
“Viemos com o objetivo de ganhar o jogo e o jogo se desenhava para isso. Não podemos perder essa essência que foi recuperada. De luta, bravura e organização tática”, afirmou Barcellos, que pediu mobilização da torcida no Beira-Rio: “Precisamos dessas vitórias com mobilização a cada jogo”.
Na análise do Bolavip, a expulsão de Renê não elimina os erros do Inter, que desperdiçou chances no contra-ataque depois de abrir o placar e viu Alerrandro, que já estava há 20 jogos sem marcar, perder uma oportunidade clara depois do empate. Mas, com um jogador a mais, o Colorado teria tido mais espaço para corrigir esses erros.